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postheadericon O PÃOZINHO SAGRADO DE SANTO ANTÔNIO


Um costume antes muito difundido nas igrejas era o do "pão de Santo Antônio". Tratava-se de um cofre de esmolas colocado nas igrejas com a inscrição de "pão de Santo Antônio". A coleta daquele cofre destinava-se única e exclusivamente aos pobres. Mais precisamente, com aquela arrecadação comprava-se o pão que semanalmente era distribuído aos pobres. Um resquício deste costume pode-se ainda perceber em algumas igrejas em que, todas as terças-feiras, são bentos os pãezinhos - geralmente após a missa - e distribuídos aos fiéis.
Três são os episódios apontados como origem do "pão de Santo Antônio". O primeiro narra que Santo Antônio, certa vez, comovido com a situação dos pobres, distribuíra entre eles todo o pão do convento. O frade padeiro, na hora da refeição, desesperado por não ter um pão sequer para alimentar os confrades, veio a Antônio para contar-lhe que todo o pão tinha desaparecido. Antônio pediu-lhe que verificasse mais atentamente o cesto onde se colocavam os pães. Pouco depois, voltou o frade padeiro com a notícia de que o cesto estava transbordando de tanto pão. Daquele pão foram saciados os frades e todos os mendigos que vieram pedir-lhes esmolas.   Outro episódio conta que um menino caíra e se afogara num tanque cheio de água. A mãe, em prantos, recorreu a Santo Antônio, prometendo que, se o menino recuperasse a vida, ela tomaria uma quantidade de farinha de trigo equivalente ao peso do menino e faria pão para distribuir aos pobres. O milagre aconteceu, e a promessa foi cumprida.
Outro episódio liga o "pão de Santo Antônio" a uma senhora de Toulon (França). Não conseguindo abrir a porta de seu estabelecimento, fez uma promessa a Santo Antônio que, se não fosse preciso arrombar a porta, daria certa quantidade de pão aos pobres. Conseguida a graça, cumpriu  a  promessa e  colocou  ainda  em   seu estabelecimento uma imagem de Santo Antônio e um cofre com a inscrição "pão de Santo Antônio". Todas as esmolas que os fregueses ali depositavam eram usadas para comprar pão para os pobres.
Como vemos a tradição dos pãezinhos de Santo Antônio remonta a tempos antigos e surgiu devido à gratidão de pessoas que fizeram a experiência de terem sidos socorridos em momentos cruciais de suas vidas.
Desde que chegou à Santo Antônio no início de 2006, uma das principais ações pastorais de padre Marcelo, era colocar a Igreja de Santo Antônio num estágio de dignidade, coisa que perderá ao longo dos anos e ainda dar ao Santo padroeiro a devida honra e veneração que lhe é devida, sendo assim, após as festas daquele ano, no mês seguinte, foi introduzida a novena perpétua em honra a Santo Antônio, todas as terças-feiras, ao final da missa, seriam Benzidos os pãezinhos de Santo Antônio, que em seguida seria distribuídos à todos os devotos.
O pãozinho de Santo Antônio é feito em um clima de muita oração, zelo, respeito e piedade; é carinhosamente preparado por senhoras devotas todas as manhãs de terça-feira e nos treze dias de festa a produção aumenta e elas o preparam todos os dias. Os ingredientes tais como: farinha de trigo, ovo, sal e outros segredinhos da receita que nós não tivemos acesso são todos doados por fiéis que alcançaram graças através da mediação do Santo, mas o diferencial mesmo está na oração. Você conhece alguém que reza e canta louvores a Deus, enquanto está cozinhando?
É tão afamado este jeito de fazer o pão de Santo Antônio, que não foram poucas as vezes que equipes de reportagens vieram fazer cobertura tanto da produção chegando a emocionar jornalistas de vários locais que chegam para fazer uma matéria e acabam vivenciando uma experiência de fé pessoal nos bastidores das câmeras. O momento auge das festas é quando o padre abençoa e joga os pães para os fiéis que se esforçam para alcançá-lo, eles ainda são distribuídos na barraca dos pãezinhos.
São inúmeros os relatos de pessoas que atribuem terem sido curadas de enfermidades nas novenas e, sobretudo ao comer o pãozinho; outras que o levaram e colocaram-no em suas vasilhas de mantimentos nunca mais passaram penúria e nem lhes faltou o pão de cada dia.
Queremos com esta explanação dizer que o pãozinho de Santo Antônio não é para nós motivo de brincadeira, mas sim de devoção e santa alegria em fazermos partes dos inúmeros devotos deste santo que tanto bem fez aos irmãos necessitados, diante disso todo e qualquer desrespeito com os pãezinhos de Santo Antônio é um sacrilégio para os cristãos e uma falta de respeito imperdoável para os ateus e um crime contra a liberdade de expressão de fé, e falta de caridade com as pessoas piedosas amáveis e dedicadas que se consomem dia após dia produzindo estes pãezinhos com amor, pureza e simplicidade.
Rogamos ao bom Deus e pedimos a intercessão de Santo Antônio, que nos dê a graça de continuar produzindo este abençoado alimento e que nunca falte pão a quem tem fome.

*Nota: Antes da chegada de padre Marcelo, o pão só era distribuído no último dia de festa e era comprado mesmo em padarias.